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CMQ
Centro de Métodos Quantitativos


USP ESALQ
Depto. de Ciências Florestais
ESALQ
UNIVERSIDADE de SÃO PAULO
Av. Pádua Dias, 11
Caixa Postal 09
13418-900 - Piracicaba - SP
BRASIL
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 CMQ: Centro de Métodos Quantitativos | Centro de Métodos Quantitativos
Departamento de Ciências Florestais
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO |


LCF-130 Resolução de Problemas Florestais - 2009


Equipe 8:


Quem Somos?

  • Equipe 8:

Influências e impactos ambientais e sociais da territoriedade urbana sobre os fragmentos florestais do Campus.

  • Questões:

De que maneiras a urbanização pode agrdir um fragmento florestal? Como é possivel estabelecer a conservação do fragmento florestal em uma urbanização?

  • Orientador:

Prof. Demóstenes Ferreira da Silva Filho (Depto. de Ciências Florestais - ESALQ-USP)

  • Composição da Equipe:
Nome Área de Interesse Email
Mateus de Souza Macul recuperação e conservação/ solos mateus.macul@usp.br
Lara de Almeida Calvo Conservação da Natureza laracalvo1@gmail.com
Gabriela Vilela Mensuração Florestal gabibi_vilela@hotmail.com
Caio Soares Ribeiro Gallego Mecanização e Colheita caio.gallego@usp.br
Luiz Valentino Freire Mecanização e Colheita cidaumdl@hotmail.com

Trabalho 1: Desenvolvimento do Sub-Tema

Introdução

O crescimento urbano acompanha cada vez mais acentuadamente o desenvolvimento humano. Porém, o aumento da urbanização e sua população se choca com o ambiente natural, podendo ocasionar abalos a ambas as estruturas. Entretanto, atualmente a preocupação por um maior desenvolvimento sustentável e ecodesenvolvimento é observada não só pelas instituições governamentais e privadas, mas também por grande parte da população. O tema desse trabalho aborda a relação existente entre as áreas de urbanização, seu crescimento e comportamento, sobre as áreas verdes, focando principalmente as áreas do campus da ESALQ. O trabalho busca entender as problemáticas que podem envolver essa união de urbano e ambiente natural, para, possivelmente, propor soluções favoráveis. “A paisagem não é uma simples junção de elementos geográficos dispariados” (CAVALHEIRO, 1995). É, em uma determinada porção do espaça, o resultado da combinação dinâmica, portanto instável, de elementos físicos, biológicos e antrópicos que, reagindo dialeticamente uns sobre os outros, fazem da paisagem um conjunto único e indissociável, em perpétua evolução (GUZZO-1999).

Estudo histórico

Para enteder mais sobre a realçação entre a urbanização e os espaços verdades no Campus, é necessário realizar um estudo histórico sobre a cidade, local onde a ESALQ está inserida. Dessa forma, é possivel estabelecer uma linha cronológica dos acontecimentos que rondaram os fragmentos ao longo dos anos e por fim, ligar os fatos entre o avanço urbano e os fragmentos. Notadamente, Piracicaba tem uma história fortemente conectada com o setor primário da economia. Desde o início do povoamento já era usado como reserva de madeira para a fabricação de canoas, e então, no século XIX os primeiros cultivos de cana aáreceram e alguns continuam até os dias atuais. Em 1877 Piraciacaba passa a ter conexão ferroviária com as cidades de Jundiaí e itu via Capivari e Indaiatuba, graças a Companhia Ytuana de Estradas de Ferro. Em 1881, é construido uns dos maiore engenhos de açuar conhecido no Brasil, às margens do rio Piracicaba e a mão de obra escrava começa a ser substituida por trabalhadosres imigrantes assalariados. Em 1900, ja estabelecido como um dos maiores polos do Estado de São Paulo, é iniciada a criação da futura Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz. Devido a uma estagnação economica decorrida do fim da fevbre do Café e a consequente queda da cana no mercado, a cidade tenta reverter a situação desenvolvendo uma industrialização precoce no Estado de São Paulo. O setor secundário da região se desenvolve ligado a área matel-mecânico e equipamentos destinados a produção de açucar.

Influência das Áreas Verdes Sobre os Espaços Urbanos

Atualmente, as áreas verdes, parques, praças, bem como a própria arborização urbana, assumem papel importante nas cidades. A população passou a enxergar essas áreas como um benefício a sua qualidade de vida e bem estar. Entre os benefícios mais clássicos proporcionados por essas áreas podemos citar a defesa e recuperação do meio ambiente e a atenuação dos efeitos da poluição térmica e gasosa. Entretanto, hoje, por meio dos inúmeros estudos e pesquisas feitos nessa direção, sabe-se que a manutenção de espaços verdes envolve também questões higiênicas, de lazer e recreação, como a atenuação da poluição visual e sonora. Assim, gera à população uma maior saúde física e mental. Desse modo, somada a consciência ecológica que também é cada vez mais presente, a preservação dessas áreas se torna mais persuasível à população.

Relação Entre Fragmentos Florestais e a Área Urbana

Uma grande área verde como um fragmento florestal pode significar algumas espécies de prejuízo às áreas urbanas próximas. Essas áreas próximas podem, por exemple, sofrer com a danificação de redes elétricas e hidráulicas ou invasão de animais silvestres e peçonhentos. Se levarmos em conta questões econômicas, uma área onde se encontra um fragmento florestal poderia estar sendo usado como área de fonte rentável, como uma área de produção agrícola ou de pastagem animal, ou ainda para loteamentos, se ocorrer o aumento significativo do perímetro urbano. Entretanto, a manutenção desses fragmentos pode significar uma importante conservação do meio ambiente. Se tratando ainda de fragmentos originais, numa perpetuação das características da vegetação da região. Além de inúmeros benefícios já citados a qualidade de vida e bem estar da população. Sustentar essas áreas contribui imensamente para a preservação de espécies, tanto da fauna como da flora, sendo exóticas ou nativas, que interagindo com o meio formam um ecossistema. Em uma instituição de ensino agrícola como a ESALQ, a manutenção de fragmentos, embora cause gastos e esforços, tem serventia didática. Os espaços podem ser usados para pesquisas e experimentos, tanto como para o ensino e suporte em aulas práticas. A partir da relação entre os espaços ocupados pela sociedade e os florestais, a preocupação de um desenvolvimento que possa mutuamente satisfazer ambos eles é cada vez maior. Buscamos encontrar respostas para uma atenuação da problemática ambiental urbana, propondo sugestões de uma organização espacial mais próxima do ideal, embora possa envolver uma difícil ou inviável aplicação. A sugestão de estudo que escolhemos pode ser entendida como um braço de um estudo de âmbito maior, nos ligaremos a questão de qual seria uma melhor área para circundar um fragmento florestal: áreas urbanizadas ou áreas de plantações monocultoras. Ambos os casos ocorrem dentro do campus da ESALQ. Embora as situações possam variar muito de uma região especifica para outra, seja por influências climáticas, geográficas, culturais, das características do tipo de fragmento, entre outras, a idéia é definir, de um modo sucinto qual das situações oferece aos fragmentos impactos menos agressivos e possibilita seu melhor desempenho.

Objetivos visando a gestão da ESALQ

Partindo-se de um estudo do campus, os objetivos serão identificar e quantificar os fragmentos florestais relacionando-os a elementos constituintes do espaço urbano. Como instituição de pesquisa, a ESALQ está sujeita a ampliações da área urbana. As principais possibilidades de ampliação estão relacionadas a departamentos já existentes. Dessa maneira, fragmentos florestais muitas vezes podem ser removidos com o intuito de ampliação dessas áreas urbanizadas. Ao identificando os fragmentos e áreas urbanizadas do campus “Luiz de Queiroz”, podemos ter uma noção de como essas interagem entre si, e quais são os resultados. Nossa motivação, então, será no intuito de definir a posição administrativa da escola no manejo e conservação de suas áreas verdes, implicando suas prioridades diante de possibilidades de urbanização em direção aos fragmentos florestais e outras áreas verdes do campus. Alem, de uma observação da atual situação do manejo dessas áreas florestais, verificando sua adequação.

Fontes de Pesquisa

  • Costa, F.P.S. Evolução Urbana e da Cobertura Vegetal de Piracicaba - SP (1940 - 2000). Piracicaba. 2004. Tese (Mestrado) - Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, Universidade de São Paulo.
  • Barbin, H.S. Estudo das Transformações na Conformação dos Maciços Arbóreo/Arbustivos do Parque da Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz” - Universidade de São Paulo, Através de Fotografias Aéreas Verticais e Levantamentos Florísticos de Épocas Distintas. Piracicaba. 1999. Tese (Mestrado) - Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”, Universidade de São Paulo.
  • Plano Diretor Sociocioambiental Participativo. Piracicaba. 2006.
  • IPPLAP - Instituto de Pesquisas e Planejamento de Piracicaba.
  • GADE - Grupo de Adequação Ambiental da ESALQ.

Trabalho 2: Relatório Final - Problema e Resolução

publico/syllabvs/lcf0130/2010/equipes/equipe-08/inicio.txt · Última modificação: 2015/08/10 20:48 (edição externa)