Ferramentas do usuário

Ferramentas do site


Barra lateral

CMQ
Centro de Métodos Quantitativos


USP ESALQ
Depto. de Ciências Florestais
ESALQ
UNIVERSIDADE de SÃO PAULO
Av. Pádua Dias, 11
Caixa Postal 09
13418-900 - Piracicaba - SP
BRASIL
publico:syllabvs:lcf0130:2011:2011:equipe-02:inicio
 CMQ: Centro de Métodos Quantitativos Centro de Métodos Quantitativos
Departamento de Ciências Florestais
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

LCF-130 Resolução de Problemas Florestais

Fauna Problema

Quem Somos?

Nome Área de Interesse Email Foto
José Carlos Rocha jose.rocha.filho@usp.br
Julia Paiva julia.paiva@usp.br
Jaqueline Maria Morales de Araujo jaqueline.araujo@usp.br
Amanda Flávia Araujo de Gomes Martins amandafgam@hotmail.com

Trabalho 1: Ensaio Conceitual sobre o Tema

Um pouco de história

500 anos atrás, ou seja, em 1500 (portando 511 anos atrás se levando em conta esse ano de 2011) a Mata Atlântica estendia-se do litoral até o interior brasileiro. Era a floresta que predominante desse país. Porém ao contrario do que se pensa a mata não era intocada. Já naquela época os recursos da Mata Atlântica eram utilizados pelos povos nativos, havia mais de dois milhões de índios no Brasil.

Eles queimavam áreas de floresta para a prática da plantação e uso da madeira para construírem seus abrigos; quando o solo tornava-se infértil, os índios queimavam outras áreas; a floresta era útil também, para o preparo de medicamentos. Mas mesmo com essa “exploração” feita pelos povos indígenas, a Mata Atlântica era extensa e equilibrada.

Com a chegada dos portugueses em 1500 teve início a exploração do pau-brasil. Durante 30 anos o Brasil foi colonizado sem nenhum planejamento. A mão-de-obra era principalmente escrava africana e também havia a presença da mão- de- obra indígena que aceitavam o trabalho em troca de “presentes” dados pelos portugueses: escambo. Além da degradação provocada pela extração do pau-brasil, também contribuiu para tal a construção de vilas.

Mais tarde, teve início o cultivo da cana-de-açúcar que com o passar do tempo empobrecia o solo e novas áreas eram desmatadas para repetir o ciclo. A força motriz era a animal, dessa forma foram devastadas mais áreas da floresta para a criação desses.

No sul da Bahia foi feito o cultivo do cacau que como precisava de áreas sombreadas para se desenvolver, árvores mais altas e antigas da floresta foram mantidas.

A mineração também contribuiu para o impacto na Mata Atlântica, pois trouxe consigo a construção de arraiais e a destruição de ainda mais áreas florestais.

Com o passar dos anos e a queda da cana, surgiu outra forma de lucro: o café; que gerou uma urbanização ainda maior assim construíram-se ferrovias agravando ainda mais a devastação.

O litoral sudeste, felizmente, não sofreu com o ciclo da cana e do café, pois possuía muitas escarpas e pouca terra nas planícies. Por isso a presença da Mata Atlântica nessa região é extensa.

Porém, a expansão da indústria explorou a mata para a obtenção de matéria-prima. Hoje, o rápido crescimento urbano e a demanda de produtos que a sociedade de consumo possui fazem com que cada vez mais áreas da floreta sejam devastadas. Menos de 10% restaram da mata e os índices iram continuar caindo uma vez que faltam fiscalização e um plano de uso sustentável da floresta.

Fonte: http://www.ib.usp.br/ecosteiros/textos_educ/mata/historia/historia.htm

Capivara

A capivara é considerada o maior roedor do mundo, medindo até 1,30 metros de comprimento e 0,50 centímetros de altura.

Apesar de ser um espécie nativa, em algumas regiões é vista como um espécie problema.

Como sua taxa de reprodução é alta, bem como a capacidade de adaptação em diferentes tipos de vegetação, disposição de alimentos ou clima esse roedor se multiplicou exageradamente causando desequilíbrio ambiental.

Essa explosão da população de capivaras deve-se há alguns problemas ambientais e principalmente à ausência de predadores naturais sendo eles: onças, jacarés e piranhas.

Um exemplo desse impacto causado pela superpopulação de capivaras é o da Ilha de Anchieta que para recuperar sua área degradada introduziu várias espécies de mamíferos e junto sete capivara.

A consequência disso foi o aumento da população dessa de sete indivíduos para mais de 200.

Por alimentar-se de plantas, a capivara dificulta a regeneração de áreas degradadas.

Mauro Galetti do Departamento de Ecologia do Instituto de Biociências (IB)- UNESP de Rio Claro sugere que sejam removidos animais como a capivara, saguis e quatis, porém, é uma opção cara.

Outra hipótese é introduzir onças do mesmo sexo para predar esses animais, mas corre-se o risco dessas atacarem os pássaros.

“A situação da ilha Anchieta mostra como o manejo e a conservação da fauna da Mata Atlântica requerem amplo esforço dos órgãos ambientais, universidades e ONGs” diz Galetti.

Levando em conta a saúde pública a capivara tornou-se um ameaça para essa, pois relaciona-se com a transmissão da febre maculosa através do carrapato que carrega a bactéria Rickettsia rickettsii.

Biblografia:

Portal UNESP

(http://www.unesp.br/aci/jornal/199/ecologia.php )

Saúde Animal ( http://www.saudeanimal.com.br/capivara.htm )

Instituo Florestal ( http://www.iflorestal.sp.gov.br/publicacoes/revista_if/rev19-1pdf/biologia%20e%20manejo%20de%20capivaras.pdf )

O que é uma Fauna Problema?

Espécies problema: “ são todas aquelas espécies animais exóticas ou domésticas que, quando presentes em ambiente natural, podem se estabelecer com capacidade de dispersão e que podem causar danos e/ou prejuízos à economia, ao ambiente, à saúde pública e/ou às espécies aotóctones.”

“Animais exóticos: todos aqueles animais pertencentes às espécies cujas distribuição geográfica não inclui território brasileiro e que são introduzidas pelo homem, inclusive as espécies domésticas em estados asselvajados. Também são consideradas exóticas as espécies que tenham sido introduzidas fora das fronteiras brasileiras e suas águas juridicionais e que tenham entrado espontaneamente em território brasileiro.”

(Fauna Brasil- Definições: http://www.faunabrasil.com.br/sistema/modules/tiny9/)

Saguí.

O saguí ou mico estrela mede até 30 centímetros de comprimento possuindo grande capacidade de adaptação em diferentes lugares.

Segundo Luiz Rafael Fonseca pesquisador do Centro de Referência em Informação Ambiental (CRIA) e da Universidade de São Paulo (Esalq/USP), a distribuição do mico estrela vai da Bahia até São paulo.

Ele se alimenta de frutas, insetos e ovos.

Aparecem em regiões onde não são seus habitas naturais porque algumas pessoas os têm como mascotes e os abandona, ou por solturas clandestinas de traficantes.

O problema é que a espécie a qual o mico estrela pertence causa impactos no ambiente que não é o dele. O saguí passa a competir com espécies nativas do local bem como alimentar-se de ovos de aves, sendo uma ameaça para tais e contribuindo para a extiinção das espécies com as quais compete ou das quais se alimenta.

Um exemplo dessa competição além do mico leão dourado é o saguí da serra que é endêmico da Mata Atlântica e cuja população é naturalmente reduzida.Há registros de descendentes híbridos dessas duas espécies o que provoca perda da biodiversidade local.

“No caso do sagüi-da- serra, a invasão de uma espécie concorrente, como o mico-estrela, e a decorrente hibridização, pode até levar à extinção regional. A perda do material genético dessas populações é algo irreparável!”. Afirma Rafael Luís Fonseca.

Um exemplo de área que sofre com a invasão do mico estrela é a Ilha de Anchieta que possui baixa diversidade de espécies de aves. Que começou a ser estudada pelo ecólogo Ricardo Siqueira Bovendorp, do Departamento de Ecologia da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), de Rio Claro que em sua pesquisa identificou uma superpopulação de saguis e quatis que vieram do Zoológico de São Paulo.

Outro problema é que os mico estrelas ganham o carinho e a proteção das pessoas que consideram a presença desses uma recuperação da diversidade local e os alimentam.

Bibliografia:

EPTV.com ( http://eptv.globo.com/caminhosdaroca/NOT,0,0,288564,Ilha+Anchieta.aspx )

Instituto Horus ( http://www.institutohorus.org.br/download/fichas/Callithrix_penicillata.htm )

Ecodebate- Cidadania e Meio Ambente ( http://www.ecodebate.com.br/2011/02/07/especies-invasoras-ameacam-a-biodiversidade-no-rio-de-janeiro/ )

Lebre Européia.

Descrição.

A lebre-européia atinge entre 47 e 67 cm de comprimento e 30 cm de altura, e entre 3 e 5 kg de massa. Possui pelagem marrom clara. Atinge a maturidade sexual aos 15 meses, tende de 1 a 5 filhotes por cria, após um período de gestação de aproximadamente 40 dias.

Diferenças entre a lebre e um coelho.

A lebre-européia apresenta o tamanho similar ao de um gato doméstico. Em geral, é parecida com um coelho, mas apresenta características distintas. A lebre-européia possui corpo maior, patas traseiras mais longas e orelhas mais longas com as pontas pretas. As lebres são geralmente marrom com a barriga branca. A cauda é preta na superfície superior e branca na superfície inferior. Quanto aos olhos, a lebre apresenta íris dourada com pupila preta.

Introdução.

A dispersão da lebre ocorreu através da utilização dessa espécie pelo homen. Há indícios que os conquistadores espanhóis e os primeiros imigrantes europeus que se instalaram na Argentina e Uruguai trouxeram o animal para o próprio consumo. Porém com a adaptação e a domesticação do animal foi fácil assim estimulando cada vez mais sua reprodução desordenada. Em 1983 a Lebre já estava presente em praticamente toda a Argentina, Uruguai, Sul do Chile e os estados brasileiros do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul, e São Paulo. (sudeste). Uso econômico: Em alguns locais é utilizada como espécie para a caça. A caça tem se mostrado o meio mais eficiente de controle da espécie. Por se tornarem tão abundantes, as lebres européias são os únicos mamíferos cuja caça é permitida no país. Impactos ecológicos / econômicos: Compete com espécie nativas. Ataca plantações de laranja, maracujá, melância, alface, côco, pupunha, café, soja, feijão e milho, sobretudo no período vespertino e noturno. Área de distribuição onde a espécie é nativa. Abrange quase toda a Europa (exceto a Escandinávia) e Reino Unido. A lebre-européia prefere campos abertos e pastagens delimitadas por cercas-vivas Ambientes preferenciais para invasão: Preferencialmente ambientes de estepe, savana ou pastagens. Com fartura de alimento e abrigo.

Um exemplo desse prejuízo é o que mostra a seguinte reportagem do Estadão:

“ Lebre Européia causa prejuízos em lavouras de SP. Animal é exótico, mas sua caça é proibida por lei ambiental; produtores reclamam de ataque a plantações no sudoeste 13 de abril de 2011 | 17h 21 José Maria Tomazela, de O Estado de S.Paulo A lebre europeia, conhecida como lebrão, está devastando lavouras no Estado de São Paulo e se transformou em problema não só para agricultores, mas para órgãos de pesquisa agrícola. Prejuízos causados pela voracidade do animal, que não pertence à fauna brasileira, mas é protegido pela legislação ambiental, foram relatados em todas as regiões do Estado, à exceção do Vale do Ribeira e do Vale do Paraíba. A situação é tão grave que a Secretaria de Agricultura paulista vai pedir à Secretaria do Meio Ambiente a adoção de medidas para o controle da espécie. Na Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento (UPD) da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta) em São Roque, lavouras experimentais de legumes e hortaliças foram destruídas por esses roedores. Segundo o chefe da UPD, Wilson Tivelli, os primeiros exemplares surgiram em julho do ano passado. “Não passavam de dois ou três, mas este ano a população aumentou tanto que já não conseguimos colher repolho, couve-flor, brócolis, alface e nem mesmo os adubos verdes, pois tudo é devorado pelos lebrões.” Ele conta que tentou conviver com os lebrões usando espantalhos e repelentes à base de pimentas e cabelo humano, mas o efeito foi temporário e não evitou danos econômicos.

Apesar de a espécie ser exótica, ela não pode ser caçada, apreendida ou perturbada de qualquer forma no meio ambiente. “Procuramos a Polícia Ambiental, o Ibama e a Secretaria do Meio Ambiente para encontrar uma solução e, para nossa surpresa, dois dos três órgãos nos informaram que desconhecem os danos causados pelo lebrão, pois nunca foi reportado problema.” Tivelli conseguiu despertar o interesse do Centro de Fauna Silvestre da Secretaria do Meio Ambiente para o problema. Comprovados os danos, o centro pode obter do Ibama permissão para controle do lebrão.

Para isso, pediu a outras unidades da Secretaria da Agricultura que obtivessem relatos de produtores. O resultado foi surpreendente, segundo Tivelli. “Descobrimos que o lebrão já se espalhou por grande parte do Estado e vem trazendo grandes prejuízos, inclusive para produtores de frutas.” Em Sarapuí e Capela do Alto produtores estão abandonando o cultivo de melancia. “Os animais danificam as plantas e as frutas.” Em São Manoel um paulistano que plantava maracujá desistiu e voltou para a capital. Em Itápolis os lebrões devoraram mudas de laranja. Em alguns pomares novos, 40% da área teve de ser replantada.

A maior concentração foi observada nas regiões de Sorocaba (Piedade, Pilar do Sul e São Miguel Arcanjo), com tradição em hortaliças e legumes, e no Pontal do Paranapanema, onde áreas de abóbora foram dizimadas. Tivelli vai encaminhar os relatórios à secretaria e ao Ministério Público Estadual com um pedido de providências. “Pode ser o manejo da espécie ou o controle da reprodução. O caminho é longo, mas é preciso fazer alguma coisa.” Ele conta que, em áreas pequenas, é possível fazer a proteção das hortas e lavouras com telas. “Nas áreas maiores isso é inviável, pois só o custo do material é de R$ 3,60/metro linear.” No dia 28, o problema será levado a uma reunião do setor orgânico do Ministério da Agricultura.”

Fonte: Estadão (http://economia.estadao.com.br/noticias/negocios+agronegocio,lebre-europeia-causa-prejuizos-em-lavouras-de-sp,62717,0.htm)

Caramujo Africano.

O caramujo africano é um molusco. Foi introduzido no Brasil, ilegalmente, na década de 80 para substituir o escargot verdadeiro, porém não foi aceito pela população, pois suas características eram diferentes.

Os criadores desse caramujo, portanto, acabaram sentindo-se prejudicados e soltaram-nos em jardins, matas e lixos.

Esses caramujos invadiram os ecossistemas naturais e como não há predadores naturais para tal molusco no Brasil, esse teve sua população aumentada consideravelmente.

O caramujo africano é hermafrodita e produz 400 ovos por caramujo. Este não pode ser confundido com um moluscos nativos: aruás-do-mato, de importante papel ecológico e de matéria-prima para os índios.

Os caramujos também causam problemas sanitários, carregam um verme que causa angiostrongilíase meningoencefálica no homem esse é o Angiostrongylus cantonensis.

Mais preocupante do que o problema sanitário é o ecológico que esse molusco causa. Alimenta-se de folhas, flores e até ovos de sua espécie para repor o cálcio para sua concha.

É difícil combater o caramujo africano pois este é resistente à vários tipos de venenos e o mais indicado para esse fim é tóxico para o homem e outros animais.

Hoje pesquisas estão sendo desenvolvidas afim de desenvolver venenos capazes de matar os caramujos africanos sem prejudicar o homem e outros animais.Um deles é a cafeína que está sendo estudada por Robert Hollingsworth, Jonhn Armstrong e Earl Campbel, tal como o látex da coroa-de-cristo que tem sua pesquisa coordenada por Maurício Vasconcellos.

Fonte: Jardineiro.net (http://www.jardineiro.net/br/pragas/caramujo_africano.php).

Trabalho 2: Relatório Final - Problema e Resolução

publico/syllabvs/lcf0130/2011/2011/equipe-02/inicio.txt · Última modificação: 2015/08/10 20:48 (edição externa)