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CMQ
Centro de Métodos Quantitativos


USP ESALQ
Depto. de Ciências Florestais
ESALQ
UNIVERSIDADE de SÃO PAULO
Av. Pádua Dias, 11
Caixa Postal 09
13418-900 - Piracicaba - SP
BRASIL
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 CMQ: Centro de Métodos Quantitativos Centro de Métodos Quantitativos
Departamento de Ciências Florestais
Escola Superior de Agricultura “Luiz de Queiroz”
UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO

LCF-130 Resolução de Problemas Florestais

Tema 4

Quem Somos?

  • Equipe 4: Planejamento da Floresta Urbana por meio de sensoriamento remoto
  • Questão: Como planejar a floresta urbana? Como priorizar locais para arborizar na cidade de Piracicaba usando sensoriamento remoto?
  • Orientador: Prof. Demóstenes da Silva - dfilho@usp.br
  • Composição da Equipe:
Nome: E-mail
Amanda Fernandes Franci amanda.franci@usp.br
Helena Arthuso helena.arthuso@usp.br
Karen Rizzato Bermúdez karen.bermudez@usp.br
Lygia Gago Miolaro lygia.miolaro@usp.br
Nathalia da Mota Passo Vicente Ribeiro nathalia.mota.ribeiro@usp.br

Trabalho 1: Ensaio Conceitual sobre o Tema

Introdução:

A arborização de áreas urbanas tem sido diariamente enfatizada na mídia com o objetivo de conscientizar e alarmar a sociedade em relação aos desequilíbrios ambientais - ilhas de calor, efeito estufa, chuva ácida, entre outros - que estão mais frequentes e intensos a cada dia. Desta forma, houve a necessidade do desenvolvimento de técnicas e de procedimentos que facilitem e permitam maior qualidade do manejo de espécies arbóreas no meio urbano e é esta uma das finalidades do sensoriamento remoto.

Objetivos:

O objetivo essencial do tema consiste na definição de sensoriamento remoto e de planejamento da arborização urbana, suas aplicabilidades e, principalmente, na interação entre estes, sempre visando os planos tanto ambiental, quanto econômico e social.

Desenvolvimento:

Definição: O sensoriamento remoto consiste – a partir da radiação eletromagnética, a única propagável no vácuo - em coletar dados para análise de objetos que não estejam em contato físico com o instrumento.

Sensores utilizados: Entre os vários sensores existentes, podemos destacar três tipos principais para utilização no planejamento da arborização urbana:

  • AVHRR: faz parte dos satélites da série NOAA, essencialmente utilizados para estimar a densidade de nuvens e medidas térmicas da superfície marítima. Com o passar do tempo, voltou-se para obtenção de dados das áreas agrícola e ambiental.
  • RBV: por ser capaz de produzir imagens instantâneas do terreno, foi a base de desenvolvimento para sensores de alta resolução, pertencendo aos LANDSAT 1, 2 e 3, os quais inclusive registram imagens digitais utilizadas para estudos posteriormente. Além disso, é essencial na coleta de dados de recursos naturais.
  • QuickBird: sendo um satélite de altíssima resolução, possui sensores que giram em órbita quase polar, com uma freqüência de aproximadamente três dias, o que possibilita a visualização de aspectos essenciais ao planejamento da arborização.

Figura 1: Imagem do sensor Quick Bird.

Satélites artificiais: a partir de estudos antrópicos, foram desenvolvidos dois tipos especializados no planejamento de florestas urbanas. São estes:

  • Satélites Científicos: voltados para a exploração da Terra, carregam sensores com a finalidade de monitorar o meio ambiente, registrando dados como nível de poluição atmosférica (sensor Mopitt) e o mapeamento de vegetações (sensor Misr).
  • Satélites Meteorológicos: além de atuar como meio de comunicação entre a Terra e as plataformas (bóias, balões), transmitem dados como pressão atmosférica e velocidade dos ventos.
  • A partir dos dados obtidos com o sensoriamento remoto, podemos analisá-los de duas maneiras principais: analógica - interpretados visualmente, ou seja, por fotointerpretação - ou digital – analisados a partir da formulação de tabelas com os dados obtidos com os sensores.

Além dessas formas, pode-se fazer uso de fórmulas físicas, as quais facilitam a análise dos dados e maximizam as informações. São utilizadas, por exemplo, nos estudos de: índice de área foliar verde, fitomassa, radiação fotossinteticamente ativa absorvida e produtividade. É importante ressaltar que existem fatores que contribuem significativamente na análise dos dados obtidos, sendo estes:

  • Período da obtenção das imagens: ideal do início da floração até a maturação das sementes.
  • Escala:
  1. Pequena: quanto maior o número da escala – por exemplo 1:2000 - menor a visualização dos detalhes do terreno.

Figura 2: Imagem da cidade de Piracicaba. Em escala 1:200 pés/ 3cm:1km

  1. Grande: quanto menor o número da escala – por exemplo 1:500 - maior a riqueza nos detalhes da área.

Figura 3: Imagem da cidade de Piracicaba. Em escala 1:500 pés/ 3cm:200m

  • Tipo de produto: satélites ou sensores utilizados de acordo com sua resolução e/ou aplicação.
  • Experiência do fotointérprete: necessário conhecimento do problema existente, da técnica possível de utilização e das características da região, como desenvolvimento vegetativo da cultura, topografia, entre outras.

Para uma melhoria nos resultados obtidos a partir da fotointerpretação, é utilizado o material colateral, o qual se subdivide em:

  1. Ambiental: conhecimentos do clima, do solo, do relevo, da vegetação, entre outros.
  2. Agrícola: análise do calendário agrícola e da distribuição das lavouras.
  3. Estatística: estudo dos dados do censo agrícola realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Planejamento urbano: “O processo de planejamento da arborização de ruas de uma cidade deverá, em quaisquer circunstâncias, considerar os seguintes fatores básicos condicionantes: o ambiente urbano, o espaço disponível e as características das espécies arbóreas.” (Miguel Milano e Eduardo Dalcin; Arborização de Vias Públicas; p.49) Altas temperaturas, iluminação artificial e compactação do solo são aspectos relevantes na determinação do planejamento adequado ao ambiente urbano correspondente. Por exemplo, em ruas mais iluminadas, o uso de espécies de fotoperíodo longo pode ser desfavorável, pois estas terão floração prolongada, podendo desgastar o metabolismo da planta. Além disso, solos compactados promoverão uma deficiência na disposição de oxigênio à planta, prejudicando seu desenvolvimento. Quanto ao espaço físico, devem-se considerar redes elétricas e larguras de ruas e calçadas para que podas indevidas não interrompam o crescimento de árvores e que estas não causem constrangimentos de locomoção e prejuízos estruturais. Em relação às características das espécies, além dos aspectos estéticos, devem ser considerados fatores como possibilidade de diminuição da taxa de poluição, dimensões das copas, taxas de crescimento, adaptação climática, pragas, doenças, floração, entre outros. Portanto, todos esses fatores são determinantes no processo de planejamento da arborização desde que analisados em conjunto, já que juntos caracterizam tanto a interação entre si, quanto com a cidade e sua população como um todo.

Planejamento x Fotossíntese: Como dito anteriormente, o planejamento da arborização urbana requer conhecimentos sobre a anatomia das espécies e o local disponível. De acordo com a área analisada, há certo nível de incidência de radiação solar e, conseqüentemente, uma taxa de fotossíntese realizada pela planta. Desta forma, quanto maior a incidência luminosa, maior será a ação fotossintética do vegetal, o que acarretará em maior intensidade metabólica da espécie. Assim, tal fato poderá gerar um maior desenvolvimento (crescimento) arbóreo. Porém, caso não seja realizado um manejo adequado - como realização de podas e manutenção das espécies -, problemas futuros poderão desenvolver-se, entre eles a presença de pragas e o desenvolvimento de doenças, os quais possivelmente prejudicarão seu crescimento, levando à morte ou à queda da espécie.

Conclusão:

Concluindo essa etapa do assunto e dando início à próxima, na qual iremos propor uma solução à questão apresentada, podemos enfatizar a essencialidade do uso de satélites no planejamento arbóreo urbano. Desta forma, prova-se que o sensoriamento remoto é qualificado para a análise das condições físicas e químicas do meio urbano, possibilitando uma melhor escolha da espécie adequada ao local. Tal procedimento trará maiores benefícios econômicos, sociais e ambientais, além de minimizar conflitos existentes, ou seja, é a formação de um desenvolvimento sustentável na área da arborização.

Referências Bibliográficas:

  1. Fundamentos do Sensoriamento Remoto e Metodologia de Aplicação
  2. Arborização de Vias Públicas
  3. satelite.cptec.inpe.br
  4. www9.prefeitura.sp.gov.br
  5. toms.gsfc.nasa.gov

Trabalho 2: Relatório Final - Problema e Resolução

publico/syllabvs/lcf0130/2011/2011/equipe-04/inicio.txt · Última modificação: 2015/08/10 20:48 (edição externa)